A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 16/05/2022
No filme “Delírios de consumo de Becky Bloom” é retratado a história de uma jovem detentora de um exorbitante descontrole financeiro. Sob esse aspecto, o contexo supracitado não difere do presente no meio social brasileiro, no qual destacam-se dois importantes fatores: a ausência de incentivo a educação financiera por parte do Estado e o tabu que cerceia essa questão.
A priori, urge ressaltar o demasiado descaso do Governo em elucidar a população sobre sua coordenação financeira. Conforme a pesquisa realizada pelo SPC Brasil, aproximadamente 47% dos brasileiros não sabem como controlar seus orçamentos. Esse dado reforça a precariedade do Estado em conter tal entrave, haja vista que, se efetivas medidas fossem executadas - como instruir os jovens/crianças sobre a importância da gestão do dinheiro - atenuariam a crescente do problema, posto que, a falta de cognição da massa sobre essa temática é um motor sublime de endividamento e consumismo dos indivíduos no Brasil.
Outrossim, é fundamental enfatizar o preconceito infundado de uma parte da coletividade atrelado a educação financeira. Segundo o filósofo Kant, o ser humano é aquilo que a educação faz dele, dessa forma, a ausência de conhecimento, mesclado com a disscriminação, inibem o desenvolvimento positivo do sujeito no âmbito financeiro. Em suma, a educação financeira ainda é vista de modo errôneo em certas circuntâncias, pois são abordadas, sobretudo, em cenários onde abrangem majoritariamente lucros e ambição, entretanto, a educação financeira é também sobre controle de gastos, proteção e segurança do seu capital.
Infere-se, portanto que o Governo Federal (já que o tópico envolve esse setor) condicione a população sobre a relevância da educação financeira, por meio de uma sinergia com as esferas sociais e o Ministério da educação (propondo discussões sobre o tema em questão em programas jornalísticos, além de introduzir a educação financeira como matéria optativa nas escolas e repartições públicas). Tal proposta tem o fito evidênciar a importância da educação finaceira e abrandar os estorvos vinculados a sua ausência. Somente assim, evitaremos situações como a relatada no filme “Delírios de consumo de Becky Bloom”.