A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 12/05/2022

A Constituição Federal de 1988, documento jurídico mais importante do Brasil, prevê, em seu artigo 6º, o direito à educação como inerente a todo cidadão brasilei-

leiro. No entanto, tal garantia não se desenvolve na prática quando se observa a importância da educação financeira na vida do cidadão, dificultando, desse modo, a universalização desse direito social tão importante. Diante dessa perspectiva, faz–se necessária a análise dos fatores que favorecem esse quadro: a negligência estatal e a inércia social.

Em primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater a carência de educação financeira no país. Sendo assim, a negligên-

cia estatal é responsável pelo agravamento desse infortúnio, devido ao fato de que o Ministério da Educação não promove novos meios de combate ao problema. Esse cenário, segundo as ideias do filosófo contratualista John Locke, caracteriza-se como uma violação do “contrato social”, já que o Estado não cumpre com sua função de garantir o bem-estar social, como o direito à educação, o que, infelizmente, é notório no Brasil.

Ademais, é fundamental apontar que as questões comunitárias estão ligadas à ausência da prática de educação financeira no território nacional. Nesse contexto, a cegueira moral, fenômeno exposto por José Saramago, em sua obra “Ensaio so-

bre a Cegueira”, caracteriza a alienação social frente às demais realidades do país, a qual é intensificada pelo desinteresse e pela falta de empatia diante de um pro-

blema. Isso pode ser exemplificado quando os pais notam a dificuldade dos filhos em lidar com questões financeiras e não cobram das escolas e do governo a inclu-

são dessa disciplina. Nesse sentido, o indivíduo torna-se vulnerável a mais proble-

mas, o que prejudica a harmonia social e a efetivação da cidadania plena.

Portanto, pode-se inferir que a importância da educação financeira na vida do cidadão é um tema relevante e que carece de soluções. Para isso, cabe ao MEC promover palestras semanais em praças públicas acerca de questões financeiras, ou seja, fornecer para toda a população o acesso a esse tema, por meio de verbas da União, com a finalidade de formar cidadãos com boas noções financeiras. Assim, o “contrato social” será cumprido corretamente, tal como afirma John Locke.