A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 14/05/2022

De acordo com dados divulgados pelo SPC (Serviço de proteção ao crédito), 59% da população brasileira está em divida com o mesmo. Esses números demostram a importância da educação financeira na vida do cidadão e como a falta desta influencia de forma complexa na realidade brasileira. Nesse sentido, torna-se evidente como causas a falta de conhecimento, bem como a falta de investimento necessário.

Em primeiro plano, é notório como a falta de conhecimento ainda é um fator determinante para implantação da educação financeira na vida dos brasileiros. Na série norte americana “breaking bad”, Walter -personagem principal-, por não conhecer métodos eficazes de investimentos, utiliza da venda de drogas para sua ascensão na vida financeira, colocando em risco a ele e sua família. Para além da obra, percebe-se, na atual conjuntura brasileira, uma realidade parecida com a apresentada na série, onde a população faz uso de métodos errôneos e prejudiciais por não obter o conhecimento necessário para crescer financeiramente de forma correta.

Ademais, é perceptível como a falta de investimento prejudica fortemente a população no quesito econômico. Neste contexto, sabe-se que a base de uma sociedade capitalista é o capital, como explica o filósofo Karl Max. Deste modo, para serem resolvidos problemas dentro do âmbito capitalista faz-se necessário investimento monetário. No entanto, percebe-se uma lacuna vazia neste tópico que, por sua vez, tem sido negligenciada, o que torna sua resolução mais difícil de ser alcançada.

Desprende-se, portanto, a adoção de medidas para amenizar o quadro atual. Dessa maneira, cabe ao Ministério da Educação em parceria com mídias de grande acesso, promover a divulgação de cursos gratuitos para aqueles que já terminaram o ensino médio, além da implantação de matérias fixas nas escolas estaduais e municipais para crianças e jovens, afim de tornar habitual e essencial o estudo financeiro a todos. Somente assim, será possível diminuir a porcentagem de cidadãos com dividas no Serviço de Proteção ao Crédito.