A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 17/05/2022

O quadro expressionista “O grito”, do pintor norueguês Edvard Munch, retrata a inquietude, o medo e a desesperança refletidos no semblante de um personagem envolto por uma atmosfera de profunda desolação. Para além da obra, observa-se que, na conjuntura brasileira contemporânea, o sentimento de milhares de indivíduos assolados pelo consumismo, é, amiudamente, semelhante ao ilustrado pelo artista. Nesse viés, torna-se crucial analisar as causas desse revés, dentre as quais se destacam a negligência governamental e a falta de sabedoria financeira.

A princípio, é imperioso notar que a indiligência do Estado potencializa a escassez de educação financeira. Esse contexto de inoperância das esferas de poder exemplifica a teoria das Instituições Zumbis, do sociólogo Zygmunt Bauman, que as descreve como presentes na sociedade, todavia, sem cumprirem sua função social com eficácia. Sob essa ótica, devido à baixa atuação das autoridades, haverá aumento de cidadãos consumistas. Nessa perspectiva, para a completa refutação da teoria do estudioso polonês e mudança dessa realidade, faz-se imprescindível uma intervenção estatal.

Outrossim, é igualmente preciso apontar a falta de educação financeira como outro fator que contribui para a manutenção do consumismo exagerado. Posto isso, de acordo com John Kenneth “Nada estabelece limites tão rígidos à liberdade de uma pessoa quanto a falta de dinheiro”. Diante de tal exposto, aumenta a preocupação com uma população que não conhece o básico de educação financeira. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.

Portanto, são necessárias medidas capazes de mitigar o consumismo. Dessarte, a fim de que o Estado realize o seu dever e as pessoas passem a ter conhecimento sobre educação financeira, é preciso que os ministérios, como por exemplo, o MEC e o MJSP por intermédio de um ensino de qualidade e acréscimo de uma matéria sobre contabilidade e finanças, melhore o conhecimento da sociedade sobre como ter responsabilidade com o próprio dinheiro. Espera-se assim, que os sofrimentos retratados por Munch delimitem-se apenas ao plano artístico.