A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 11/06/2022
É notório que a educação finaceira é uma ferramenta essencial para a formação do cidadão. No entanto, percebe-se que no Brasil a implementação dessa ferramenta não acontece, o que implica em problemas para a vida econômica de grande parte dos brasileiros. Segundo o UOL, em 2018, um pouco mais de 60 milhões de cidadãos do Brasil terminaram o ano endividados, evidenciando a problemática. Nesse viés, é importante que ações sejam executadas para que o quadro atual não insista em perdurar.
Em uma primeira análise, é importante ressaltar que a negligência do Estado ao problema surge como um entrave. “O risco vem de não saber o que está fazendo”. A afirmação atribuída ao economista Warren Buffet, pode ser facilmente aplicada à situação financeira de boa parte dos brasileiros, em que a falta de ensino financeiro nas escolas, impulsionado pelo descaso governamental, faz com que as famílias enfrentem dificuldades em gerenciar suas finanças, pela escassez de conhecimento sobre o assunto.
Ademais, é fundamental apontar a habituação da sociedade como um fator para a situação atual. Segundo a filósofa francesa Simone de Beauvoir, o mais escandaloso dos escândalos é que nos habituamos a eles. Sob essa perspectiva percebe-se a habituação dos cidadãos brasileiros quanto ao endividamento, em que mesmo com prejuízos econômicos, não vão em busca de conhecimento que os ajudem a mudar a postura em relação ao dinheiro e consequentemente a situação econômica. Logo é inadmissível a permanência desse cenário.
Em vista dos fatos supracitados, faz-se imperiosa a adoção de medidas que resolvam o impasse. Destarte cabe ao Estado por intermédio do Ministério da Educação, promover nas escolas, desde o ensino infantil, a educação financeira, para que ao terminarem a vida escolar, tenham plena consciência em cuidar do próprio dinheiro, assim, modificando a postura econômica que atualmente perdura no país e consequentemente diminuindo a estatística sobre o endividamento brasileiro. Concretizando-se a proposta, a afirmação de Warren Buffet não se encaixaria na situação econômica das famílias brasileiras.