A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 23/05/2022
A Constituição Federal de 1988, documento mais importante do país, prevê em seu artigo 6º, o direito a educação como inerente a todo cidadão brasileiro. Entretanto, tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática quando se observa a relevância da educação financeira no Brasil. Nesse prisma destacam-se dois aspectos importantes: a negligência governamental perante às escolas brasileiras e a desinformação familiar.
Em primeira análise, evidencia-se que a educação financeira é negligenciada nas escolas. Sob essa ótica, segundo dados divulgados pelo SPC, apenas 59% da população adulta do país terminou o ano de 2018 sem estar com alguma conta atrasada ou com o CPF negativado, fato que se faz presente há décadas na conjuntura do país, pois o Brasil não possui a cultura de educação financeira implementada nas escolas, e a falta dessa educação é a grande responsável pelo endividamento e pela inadimplência da população. Dessa forma, se torna claro a negligência do Estado com a educação financeira perante as escolas.
Além disso, é notório que a desinformação familiar agrava o problema, já que seus predecessores não serão instruídos sobre a relevância do assunto em suas vidas, culminando em uma sociedade financeiramente ignorante. Ademais, a AEF- Brasil - órgão que capacitava os professores para que futuramente passassem a dar aula de educação financeira - encerrou suas atividades. Consoante a isso, o renomado filósofo Kant afirma que o homem não é nada além daquilo que a educação faz dele. Sendo assim, faz-se necessário que o governo reestruture o repasse de verbas e invista nessa cultura, para mitigar o problema no Brasil.
Depreende-se, portanto, a adoção de medidas que venham ampliar a educação financeira no Brasil. Dessa maneira, cabe ao Governo Federal, elaborar um plano de ação educativo, através do Ministério da Educação e da Economia, a fim de incluir educação financeira na Base Nacional Comum Currícular e estimular projetos de finanças para a população já adulta, para que dessa forma todo o corpo social brasileiro passe a ter a cultura de finanças intrínseca à sua vida. Somente assim, podemos democratizar a educação como proposto no artigo 6º da Constituição Federal de 1988.