A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 20/05/2022
A obra “Utopia”, escrita por Thomas Morus, retrata uma sociedade perfeita e idealizada, na qual a engrenagem social é livre de defeitos e obstáculos, funcionando plenamente. Contudo, a importância da educação financeira na vida do cidadão brasileiro ainda configura um desafio a ser sanado. Isso se deve não só à desigualdade social, como também à negligência governamental.
A priori, é imperioso apontar a desigualdade de classes como objeção ativa na solidificação social no Brasil. De acordo com Karl Max, sociólogo alemão, em sua teoria do materialismo histórico e dialético, a sociedade se baseia em questões sociais e econômicas, entretante essa base se torna contraditória a partir da existência do conflito entre classes sociais, as quais se diferem no poder aquisitivo monetário. Desse modo, infere-se, portanto, que a baixa propagação informacional a respeito da educação financeira às famílias mais pobres consolida, cada vez mais, as dificuldades enfretadas por elas, como má gestão financeira, organização de contas e impostos e até mesmo impedimento de formação superior, provando, assim, a urgência de conhecimento administrativo e financeiro para essa parcela populacional.
Ademais, faz-se mister, ainda, salientar a omissão estatal no que tange à educação de jovens e crianças nas escolas. Segundo Friedrich Hegel, “o estado deve proteger seus filhos”, nesse viés, a ausência de aulas sobre educação financeira impede a consicência e conhecimento dos alunos a respeito de conceitos que usarão pelo resto da vida, promovendo, assim, um futuro precário à nação verde-amarela.
Destarte, medidas são imprescindíveis para solucionar o impasse. O Ministério da Educação, em parceria com os governos estaduais, deve propor a inserção da matéria de educação de finanças nas grades horárias das escolas, por meio de um projeto de lei entregue à Câmara dos Deputados. Tal projeto visará, além da implementação de novas aulas, oficinas interativas com as famílias uma vez por semana, a fim de educar a sociedade como um todo. Espera-se, com essa ação, a concretização do mundo proposto por Morus em “Utopia”.