A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 21/05/2022
A obra “Abaporu”, da pintora Tarsila do Amaral, além de inaugurar o movimento antropofágico nas artes plásticas, é tida com símbolo metafórico do brasileiro médio, que tem como marca a falta de reflexão, ao apresentar de modo desproporcional, o corpo do personagem da pintura. Nessa perspectiva " Abaporu" também pode simbolizar a debilidade reflexica que cerca a falta da educação financeira na vida do cidadão, que se perpetua como problemática a partir da irracionalidade social que o envolve, situação que existe devido a escassez de incetivo ao conhecimento do assunto, além de parte da população já possuir um orçamento reduzido, devida ao cenário econômico do país.
Em primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de medidas gorvenamentais para combater essa falta de conhecimento sobre econômia. Nesse sentido, a população que menos detém de recursos, não consegue de maneira privada adquirir esse exercício. Essa conjuntura, segundo as ideias do filósofo Jhon Locke, configura-se como uma violação do “contrato-social”, já que o estado não cumpre sua função de garantir que o cidadão desfrute de direitos, como a educação, o que infelizmente é evidente no país.
Ademais, é fundamental apontar que o brasileiro possui poder aquisitivo economico restringido, pois o panorama atual da país requer que para se obter a sobrevivência, seja utilizado um percentual elevado dos sálarios. Por conseguinte, se torna inviável que haja um planejamento a longo prazo de parte do patrimônio que possuem. Logo, é inadimissível que esse cenário perdure.
Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esse obstáculos. Para isso, é imprecindível que o governo, por intermédio das escolas e oficinas, implemente aulas e cursos gratuitos a respeito da educação financeira, afim de que a população tenha acesso a este conhecimento desde jovens. Assim, se consolidará uma sociedade mais consciente, menos individada, onde o estado e pessoa física desempenham corretamente seu “contrato-social”, tal como afirma Locke.