A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 20/05/2022
A Primeira Lei de Newton, ou Príncipio da Inércia, diz que um corpo tende a continuar em repouso ou em movimento uniforme até que uma força contrária atue sobre ele. De maneira análoga, nota-se aspectos similares aos descritos por Newton na contemporaneidade, como na ausência da educação financeira na vida dos cidadãos, em que são influenciados ao gasto compulsivo. Tal ideia é decorrente do consumo excessivo presente na atualidade e da irresponsabilidade monetária dos indivíduos.
Nessa óptica, vale-se analisar os estigmas relacionados a obtenção exacerbada dos bens de consumo. Nesse sentido, no livro “Sociedade do Espetáculo”, escrito pelo marxista Guy Debord, o autor discorre criticamente sobre a forma como o corpo social submete-se à compra exagerada de produtos resultantes das ações capitalistas, ocasionando em profissionais superficiais e em um povo materialista. Logo, percebe-se que a formação profissional de um ser varia em função de seus feitos sociais.
Ademais, é mister discutir o uso desnecessário do valor remunerado ao trabalhador. Com isso, no livro “Memórias Póstumas de Brás Cubas”, desenvolvido pelo grande literário brasileiro Machado de Assis, são apresentadas as vivências póstumas de um rico estudante denominado Brás Cubas. Dentre elas, destaca-se o seu relacionamento com Virgília, uma prostituta que se aproveitou da inocência de Cubas, fazendo com que o jovem homem investisse em caros presentes em busca do amor autêntico da moça, fato que causou discussões familiares sobre o decontrolamento do rapaz em relação ao dinheiro. Assim, evidencia-se que a ausência da formação financeira gera emblemas domésticos.
Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. Por isso, cabe aos Órgãos de Educação- responsáveis pelas iniciativas educacionais em território- em conjunto com os Influenciadores Digitais- que têm como principal público os jovens- a realização de tarefas parceiras, por meio de palestras e campanhas digitais que aponhem a conscientização financeira, no intuito de diminuir as problemáticas acerca do gasto orbitante e amenizar os fatos pertinentes descritos por Debord em “Sociedade do Espetáculo”.