A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 23/05/2022

Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retradada a história de uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e de problemas. De maneira análoga a isso, o que se observa na realidade contemporânea brasileira, é o oposto do que o autor prega, uma vez que mais cidadãos brasileiros vêm se endividando por negligência. Nesse prisma, convém analisar e discutir a influência da mídia que agrava o consumismo exagerado e a escassez de educação financeira nas escolas como fatores que corroboram na problemática em questão.

Em primeira análise, de acordo com o site “Techtudo”, no período de um ano, 94 mil brasileiros compraram Iphones pelo programa “Iphone para sempre” do banco Itaú, que permite o parcelamento de aparelhos em até 22 vezes. Sob essa ótica, evidencia-se a manipulação midiática no tocante ao consumismo excessivo e exagerado, no qual resulta no aumento significativo dos casos de endividamento e até falência. Dessa forma, os meios de comunicação têm papel determinante na persistência do impasse no Brasil.

Além disso, é notório o descaso governamental e a falta de investimentos de educação financeira nas redes de ensino. Desse modo, é preciso que os setores educacionais, culturais, tecnológicos e econômicos cresçam em conjunto, levando estas regiões ao desenvolvimento de uma mentalidade em relação ao uso positivo do dinheiro. Consoante a isso, o renomado economista britânico, Sir Arthur Lewis, afirma que educação e técnologia são investimentos com retorno garantido. Sendo assim, como consequência da apatia do Estado diante da problemática, o óbice permanece presente no país.

Destarte, torna-se indiscutível a tomada de medidas para solucionar a questão da inteligência financeira no País. Para isso, cabe ao Governo Federal, órgão máximo de gestão pública, por meio da implantação de uma disciplina de estudo em que abrange uma consciência sobre o uso correto do dinheiro. Tudo isso com o fito de amenizar a ignorância financeira e conter o endividamento. Por fim, com essas medidas, a realidade brasileira contemporânea se aproximará da sociedade da obra “Utopia” citada inicialmente.