A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 23/08/2022
A Constituição Federal de 1988, norma de maior hierarquia no sistema jurídico, prevê em seu artigo 6°, o direito à educação como inerente a todo cidadão brasieleiro. Nesse sentido, tal prerrogativa é utópica na sociedade brasileira, uma vez que de devido à negligência estatal, bem como à lenta mudança de mentalidade social, perdura ainda como um desafio a implementação da educação financeira na vida do cidadão.
Diante desse cenário, é fulcral salientar o Pacto Social, defendido pelo contratualista John Rawls, ao inferir que o Estado deve garantir os direitos imprescídiveis dos indivíduos. Entretanto, a perspectiva defendida pelo intelectual não se concretiza, na atual realidade, em razão da indiligência do Poder Executivo em viabilizar o investimento em infraestrutura de qualidade para uma educação financeira em escolas, desde a infância. Posto isso, percebe-se que essa negligência resulta na negativa do exercício de sua função social de regulador e incentivador do desenvolvimento da Nação.
Além disso, importa ressaltar o sentimento de indiferença presente nas sociedades modernas, visto que parcela da população não se importa com um ensino financeiro. Nesse prisma, a filósofa Simone de Beauvoir desenvolveu o conceito de´´Invisibilidade Social``, o qual expõe o processo de apagamento e de marginalização sofrido por determinados grupos excluídos, como aqueles que não têm uma educação financeira e acabam ficando na miseria. Logo, emerge a urgente mudança comportamental do corpo social, baseada no despertamento para o combate à falta de ensino monetártio na vida de um indivíduo.
Verifica-se, portanto, que medias eficazes são necessárias para amenizar os desafios relacionados à falta de instrução monetária. Dessa forma, cabe ao Governo Federal-responsável pelo bem-estar social- promover o amplo acesso da população à informação relativa às escolhas políticas, por meio da implantação de palestras e debates com profissionais da área, a fim de elucidá-los sobre tolerância política. Ademais, o Ministério da Educação deve gerar campanhas de ampla divulgação em meios midáticos, acerca do exposto. Feito isso, será possível concretizar o direito proposto na Carta Magna