A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 29/06/2022

No livro, Pai rico e Pai pobre, escrito por um empresário e uma contadora dos EUA, é detalhado a visão sobre dinheiro do ponto de vista de um pai que teve um bom estudo sobre finanças, e a mesma visão por um pai que nunca obteve entendimento sobre educação financeira. No enredo, é mostrado as dificuldades e crises financeiras que o “pai pobre”, metáfora utilizada pelo autor para se referir a pobreza sobre o entendimento de tal assunto, e toda sua família passam por não conseguirem administrar corretamente sua renda e acabam em dívidas. E fora do papel, convivemos diariamente com as consequências da falta do estudo financeiro no Brasil.

Em primeiro lugar, de acordo com pesquisas da SPC, cerca de 62,6 milhões de brasileiros terminaram 2018 com alguma conta atrasada. Haja vista tal situação, é notório o descaso governamental perante este problema, pois não acontecem propagações públicas de informações sobre quaisquer estudo educacional financeiro no Brasil, sua tamanha importância e em como isso mudaria a atual situação de todos os cidadãos brasileiros. Desse modo, é necessário considerar que a desinformação financeira dificulta que os brasileiros entendam sobre o assunto e assim, diminua o percentual de pessoas endividadas.

Além disso, vale ressaltar o reflexo que as dívidas e descuidos financeiros do povo traz para o governo, tendo como exemplo a crise de 29, que pela escassez de entendimento sobre como lidar com crédito e dinheiro, os próprios cidadãos puseram os Estados Unidos à uma grande crise econômica e assim afetando o mundo inteiro, como o brasil. E desde então, podemos observar que este cenário escasso se perpetua até hoje, já que a máquina pública não utilizou da crise como ponto de partida para desenvolver um bom ensino sobre finanças para que houvesse um fortalecimento da sociedade e do governo.

Diante do exposto, é possível perceber que compete ao Estado adotar medidas que garantam que todos os indivíduos tenham acesso à educação financeira. Por meio de palestras gratuitas, a obrigatoriedade desse ensino nas escolas e cursos gratuitos por especialistas da área. Assim, diminuiremos o número de “pais pobres”, as chances de futuras crises e a inadimplência popular também.