A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 30/06/2022
No filme “Até que a sorte nos separe”, o personagem Tino, acaba com todo di-nheiro que ganhou na loteria devido à falta de uma boa administração do capital. Fora das telas cinematográficas, no âmbito social brasileiro, a falta da educação fi-nanceira é uma inadmissível realidade na vida dos cidadãos. Nesse contexto, faz-se necessário reverter tal cenário, que é motivado pelo ensino deficitário das institui-ções educacionais e, também, por uma sociedade consumista.
Cabe pontuar, em primeira análise, que a falta de debate sobre o tema nas esco-las é um fator relevante. Nesse sentido, consoante ao pensamento do filósofo prus-siano Immanuel Kant, o ser humano é aquilo que a educação faz dele. Nesse viés, as crianças precisam, através da educação, ter conhecimento sobre finanças para que, desse modo, a educação faça desses indivíduos pessoas instruídas na contabi-lidade. Resultando assim, na diminuição da porcentagem de inadimplentes no país, que, segundo matéria publicada no G1, já chega a 27% das famílias.
Paralelamente, é importante salientar que a negligência educacional financeira reflete em um dos principais problemas do capitalismo, o consumismo. Nesse con-texto, o livro “O Capital”, escrito por Karl Marx, diz que no capitalismo o ter confere maior visibilidade social ao indivíduo. Não distante da produção literária, o povo brasileiro tem vivido um padrão de vida privilegiando cada vez mais o gasto exces-sivo e descontrolado. Ademais, é importante destacar que tal fato se dá pela fácil disponibilidade para a obtenção de crédito existente em ação conjunta com a falta de educação monetária que é o cenário ideal para a caótica tamanha inadimplência vivida no Brasil.
Portanto, pode-se inferir que é de essencial importância que a educação finan-ceira seja instaurada. Diante disso, o Ministério da Educação deve, de forma efici-ente e fiscalizada, implantar na matriz curricular a matéria contábil através da ca-pacitação de professores que podem ser instruídos por contabilistas existentes no Brasil. Para que, assim, os cidadãos cresçam com a consciência de como utilizar o seu dinheiro sem a influência negativa da política capitalista do excesso descontro-lado. Só assim, o Brasil terá menor número de devedores e menos pessoas enfren-tando a falência que o personagem Tino enfrentou.