A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 22/07/2022

A Constituição Federal de 1988 principal documento que rege o ordenamento ju-rídico brasileiro, prevê, em seu artigo primeiro, a dignidade humana como direito fundamental. Entretanto, tal prerrogativa é descumprida quando observa-se a falta de valorização da educação financeira na vida do cidadão brasileiro. Isso se deve às poucas políticas que normatizem o ensino monetário em escolas e à cultura consu-mista que relaciona o consumo imediato à felicidade. Logo, há a necessidade de ações do Estado e da sociedade civil para que esse problema seja resolvido.

Neste contexto, estimular a educação financial desde a infância é uma medida que forma adultos mais conscientes e está ligada ao crescimento numerário do país, mas a federação ainda não é coesa neste assunto. Diante disso, o estado de Roraima promulgou uma lei que instituiu o Programa Estadual de Educação Finan-ceira Escolar. Essa norma estimula as escolas públicas a promoverem atividades lú-dicas e conceitos básicos sobre o tema. Porém, tal medida está focada em apenas uma unidade federa, o que mostra que o Brasil ainda tem um grande caminho a ser trilhado quando o assunto é valorizar e estimular o ensino monetário.

Outrossim, é importante valorizar a instrução econômica, porque a partir dela a cultura do consumismo é descredibilizada e a do investimento incentivada. Á vista disso, uma reportagem exibida no programa Fantástico mostrou que a população da Índia poupa e investe 80% do seu salário, enquanto que os brasileiros estão a cada ano mais endividados. Essa informação prova que o povo do Brasil não sabe lidar com seus rendimentos, pois gasta mais do que ganha o que afeta sua qualida-de e, consequentemente, sua dignidade.

Portanto, a educação financeira é importante na vida do cidadão brasileiro e deve ser valorizada. Desse modo, o Poder Legislativo Federal, em parceria com o Minis-tério da Educação, deve promulgar uma lei que uniformize e normatize o ensino monetário em escolas públicas e privadas do país, por meio da criação de discipli-nas e até de atividades interdisciplinares, a fim de instituir a instrução financial co-mo obrigatória. Bem como, cabe á sociedade civil, por meio do indivíduo, mudar sua postura de consumo imediato e buscar ser mais consciente com o uso do seu dinheiro. Dessarte, a dignidade humana será preservada.