A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 05/10/2022

Aldous Huxley defende: “Os fatos não deixam de existir só porque são ignorados”. Tal perspectiva é verificada na importância da educação financeira na vida do cidadão, que mesmo sendo um problema antigo, ainda assola a sociedade. Nesse contexto, percebe-se uma complexa problemática, que se enraíza na disparidade social e na omissão governamental.

Nesse cenário, em primeiro plano, é preciso atentar para a desigualdade social presente na questão. Visto que a população de baixa renda, em maior parte os jovens, não possuem condições de ingressarem em um curso de educação financeira, tendo em vista que essas aulas não são ministradas de forma gratuita nas instituições públicas de ensino. A “isonomia” é a garantia de oportunidades iguais, mesmo em condições diferentes. No entanto, a realidade é pouco isonômica. Assim, percebe-se a urgência de proporcionar oportunidades para esse grupo.

Além disso, a omissão governamental ainda é um grande impasse para a resolução da problemática. Diante disso, em concordância com John Locke, filósofo inglês, o Estado deve garantir os direitos dos cidadãos. Porém, tal responsabilidade não está sendo honrada, visto que o governo não tem atuado de forma efevitva e abrangente para a satisfação da população. Logo, para que tal bem-estar seja usufruido, o país precisa sair da inércia que é a inadimplência financeirade seu povo, o que prejudica a economia e as condições de IDH (Índice de Desenvolvimento Humano).

Portanto, urge que o probema seja dissolvido. Para isso, o governo federal, por meio do Ministério da Educação deve, com a destinação de recursos, empregar aulas de educação financeira com professores capacitados nas escolas públicas, a fim de reverter a disparidade social e a omissão governamental que se instala. Tal ação pode, ainda, conter uma divulgação nos veículos de comunicação para que a população tome conhecimento. Destarte, levando-se em consideração a máxima de Aldous Huxley, os fatos não serão ignorados e poderão deixar de existir.