A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 21/08/2022
Segundo o sociólogo Émile Durkheim, existem fatos sociais normais e patológicos, sendo que estes últimos causam danos à sociedade. Nesse sentido, a escassez de educação financeira no cotidiano é um fato social patológico. Sob esse viés, isso decorre da omissão estatal e da negligência da mídia.
Nesse panorama, a desatenção do poder público é uma imperiosa promotora da falta de educação financeira na vida do cidadão. Sob esse prisma, de acordo com o contratualista Thomas Hobbes, os indivíduos aceitam sair de seu estado de natureza para viverem em melhores condições, assinando o Contrato social. Nessa ótica, esse acordo é violado pelo meio regulador, porque não democratiza o conhecimento prévio sobre a administração dos recursos, como uma maior ênfase na matemática financeira. Dessa forma, as classes mais pobres se distanciam dos segmentos mais abastados pela exiguidade de informações, retornando à situação de guerra de todos contra todos descrita por Hobbes.
Ademais, o insuficiente foco dos meios de comunicação é um notório incentivador da ausência de educação financeira na vida de muitos indivíduos. Nessa perspectiva, conforme a Carta Magna, é dever da imprensa cumprir a sua função social à comunidade. Conquanto, a mídia não cumpre os preceitos estabelecidos pela Constituição Cidadã, porquanto não oferece, ordinariamente, conhecimentos didáticos sobre maneiras de gerir dinheiro, como não entrar em financiamentos com altas taxas de juros. Assim, a rede jornalística é conivente com bancos que, aproveitando-se do baixo grau de clareza dos brasileiros sobre recursos, oferecem empréstimos a condições abusivas, como pessoas que não conseguem pagar seus débitos devido aos altos encargos.
Portanto, é mister haver uma ponderação sobre a educação financeira. Sob essa conjuntura, os congressistas devem, com a sanção do presidente, criar incentivos financeiros para empresas que financiarem projetos de educação financeira, como isenções fiscais, por meio do apoio do tecido social, visando uma redução da desigualdade social e, consequentemente, um país próspero. Somado a isso, a população deve criar debates sobre a importância de gerir o seu próprio dinheiro, por intermédio de especialistas, como ecomomistas, para que o ensino melhore.