A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 02/09/2022

Consoante Lacerda, filósofo e educador brasileiro, “a educação não tem preço, mas sua falta tem custo”. Nesse ínterim, é imprescindível definir a educação financeira como pilar para a ascensão econômica do país. Dessa forma, a crise econômica, acarretada pela negligência e má gestão governamental, fomentou a necessidade geral da população de se informar financeiramente. Logo, faz-se necessário esclarecer a importância da educação financeira na vida do cidadão.

Convém salientar, a princípio, que a negligência governamental, em relação a educação financeira, gera vulnerabilidade econômica à sociedade. De acordo com um levantamento do Ibope, apenas 21% das pessoas tiveram educação financeira até os 12 anos de idade. Nesse viés, é indubitável ressaltar o reflexo que a falta do ensino sobre administração de finanças tem no corpo social, visto que essa problemática acarreta diversos conflitos socioculturais, como a crise atual.

Ademais, a crise econômica, a qual demonstra consequências em várias facetas sociais, teve como efeito a necessidade geral de procurar por educação financeira. Segundo dados do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), 41% da população adulta do país terminou 2018 com algum empréstimo inacabado. Sob esse viés, verifica-se que o crescente desequilíbrio financeiro, por parte da coletividade, é advento da má administração governamental, que ascende a partir do empobrecimento da classe baixa do país.

Diante dos fatos supracitados, portanto, faz-se necessário que o Governo, órgão responsável por gerir o país, através de campanhas educacionais relacionadas à educação financeira do cidadão, financie programas que incentivem a busca por conhecimento econômico, com foco na juventude que acabou de se inserir no mercado de trabalho, para acabar, a partir da raiz da problemática, com a ignorância relativa à gestão financeira. Dessa forma, cada vez menos brasileiros irão se submeter a empréstimos para sobreviver a um sistema que não lhe-dá oportunidades para crescer.