A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 08/09/2022

Manoel de Barros, poeta pós-modernista, criou em suas obras uma “teologia do traste”, cujo principal traço consiste em dar valor às situações frequentemente ignoradas. Nesse viés, vale a pena ressaltar a problemática da educação financeira na vida da população. Assim, a fim de mitigar os males relacionados a essa temática, é válido pontuar a negligência estatal e a desinformação.

Primordialmente, é fulcral analisar como o Estado lida com o tema. Nesse contexto, como afirmou o filósofo Gilberto DImenstein, em sua obra “Cidadão de Papel”, a legislação brasileira é ineficaz, embora aparente ser completa na teoria, não se aplica na prática. Prova disso é a ausência de políticas públicas voltadas para a valorização da educação financeira no Brasil. Nesse sentido, percebe-se uma lacuna, explicada pela falta de uma legislação adequada. Assim, sem base legal, ações de remediação são impossibilitadas, o que acaba por agravar ainda mais os desafios na popularização do planejamento financeiro na vida do brasileiro.

Outrossim, é importante destacar a falta de informação como outro agente do problema. Nessa lógica, o filósofo Schopenhauer defende que os limites do campo de visão de uma pessoa determinam seu entendimento sobre o mundo. Isso justifica outra causa do problema: se a população não tem acesso à informação séria sobre educação financeira, sua visão será limitada, o que dificulta a erradicação da problemática. Logo, um caminho para o combate ao empecilho no Brasil é incentivar a sociedade a buscar informações de fontes confiáveis, e assim, conhecer como superar a dificuldade.

Portanto, é preciso que o Governo Federal - instância máxima de administração executiva - garanta o acesso à informações sobre educação financeira, através da criação de políticas públicas, a fim de que todo cidadão saiba como administrar seu dinheiro. Somado a isso, é necessário haver uma preparação dos estudantes, por meio de palestras nas escolas, com o objetivo de garantir aos alunos informações sérias sobre o assunto. Dessa maneira, a “teologia do traste” estará sendo implementada no cenário tupiniquim contemporâneo.