A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 16/09/2022
Embora a Constituição federal de 1988 assegure o acesso à educação como o direito de todos os cidadãos, percebe-se que a realidade brasileira vigente difere do que a Carta Magna prevê, visto que os cuidados com a importância da educação financeira no Brasil não tem sido efetivamente tomados, refletindo o triste paradigma brasileiro, dado que não há o cumprimento dessa garantia. Dessa forma, fatores como a negligência governamental e o crescimento do endividamento propagam esse óbice pelo âmbito nacional.
A priori, é relevante ressaltar a ausência de medidas governamentais em não tratar o tema como questão de prioridade. Desse modo, a educação financeira brasileira não participa da grade curricular de ensino básico, demonstrando desleixo com o povo, pois não conseguem administrar seus negócios por não ter conhecimento financeiro. Consoante a isso, o filósofo Jonh Lock afirma que há uma violação no “Contrato Social”, já que o Estado não cumpre o papel de garantir que todos os cidadãos gozem de seus direitos imprescindíveis, como o direito a saúde. Evidencia-se, portanto, que é inadmissível a ineficácia estatal diante da problemática.
Outrossim, é notório que a falta de controle financeiro seja o principal responsável pela acumulação de dívidas bancárias. Sob esse viés, o endividamento se tornou cada vez mais presente, já que o marketing excessivo após a Revolução Industrial fomentou o consumismo exarcerbado. Sob essa perspectiva, a alienação consumista atinge principalmente consumidores carentes de educação financeira. Nessa lógica, parcela da sociedade é impedida de ter acesso à educação devido à escassez de ensino nas escolas, resultando em uma formação de ensino incompleta, fato que agrava o endividamento da sociedade.
Por conseguinte, medidas são necessárias para resolver o impasse. Sendo assim, o Poder Público deve estabelecer matérias de finanças nas escolas. Ademais, a mídia, incumbida por moldar a opinião do público, por meios virtuais, como o Twitter, deve investir em debates acerca da importância de administrar suas economias, com o intuito de realizar a proposta feita pela Magna Carta e garantir educação financeira para a sociedade brasileira.