A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 16/09/2022
O quadro expressionista ‘‘O grito’’, do pintor norueguês Edvard Munch, retrata a inquietude, o medo e a desesperânça refletidos no semblante de um personagem envolto por uma atmosfera de profunda desolação. Para além da obra, observa-se que, na conjuntura brasileira contemporânea, o sentimento de milhares de indivíduos assolados pela educação financeira na vida do cidadão é, amiudadamente, semelhante ao ilustrado pelo artista. Nesse viés, torna-se crucial analisar as causas desse revés, dentre as quais se destacam a negligência governamental.
Em primeiro lugar, é imperioso notar que a indiligência do Estado potencializa a falta da educação financeira na vida do cidadão. Esse contexto de inoperância das esferas de poder exemplifica a teoria das Instituições Zumbis, do sociólogo Zygmunt Bauman, que as descreve como presentes na sociedade, porém, sem cumprirem sua função social com eficácia. Sob essa ótica, devido à baixa atuação das autoridades, o aumento de pessoas com sem educação financeira só tem a perdurar. Nessa perspectiva, para a completa refutação do estudioso polonês e mudança dessa realidade, faz-se imprescíndivel uma intervenção estatal.
Além disso, é notório citar o governo como outro fator que contribui para a manutenção do problema. Posto isso, de acordo com a filósofa francesa Simone de Beauvoir, ‘‘O mais escandaloso dos escândolo é que nos habituamos a eles’’. A afirmação atribuida pode facilmente ser aplicada a falta da educação financeira na vida do cidadão, já que mais escandalosa do que essa problemática é o fato da população se habituar, a essa realidade. Diante de tal exposto, o aumento de pessoas sem educação financeira só tem a perdura. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.
Depreende-se, portanto, a adoção de medidas que venham amenizar a falta de educação financeira na vida do cidadão. Dessa maneira, cabe ao governo e à sociedade, por meio de palestras, notícias, campanhas, - adote essas e diversas outras no cotidiano, assim tendo uma sociedade igualitária. Somente assim, os sofrimentos emocionais retratados por Munch, delimitem-se apenas ao plano artístico.