A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 19/09/2022

A Constituição Federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê em seu artigo 6, o direito à educação como inerente a todo cidadão brasileiro. Conquanto, tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática quando se observa a educação financeira na vida do cidadão, dificultando, deste modo, a universalização desse direito social tão importante, Diante dessa perspectiva, faz-se imperiosa a análise dos fatores que favorecem esse quadro.

Em primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater a ineficiência da educação financeira aos brasileiros. Desse modo, segundo as ideias do filósofo contratualista John Locke, configura-se como violação do “contrato social”, já que o Estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis, como a educação, o que infelizmente é evidente no país.

Ademais, é fundamental apontar a falta de educação financeira nas escolas, como impulsionador das dívidas de famílias brasileiras. No Brasil, segundo Leonardo Siqueira, doutorando em economia pelo Insper e candidato a deputado estadual por São Paulo, 78% das famílias brasileiras estão endividadas. Dessa forma, a falha de uma educação de qualidade não necessariamente ocorre pela falta de recursos financeiros, tendo em vista que, 33% das famílias com renda mensal superior a 10 salários mínimos estão com alguma conta em atraso. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.

Depreende-se, portanto, a adoção de medidas que venham ampliar a educação financeira do cidadão. Dessa maneira, cabe ao Ministério da Educação, fazer com que todos os brasileiros recebam uma educação de qualidade, por meio da instrução adequada de questões financeiras nas instituições de ensino, a fim de que o povo tenha estabilidade monetária. Somente assim, o direito à educação se consolidará, estabelecendo uma sociedade decente, onde o Estado desempenha corretamente seu “contrato social”, tal como afirma John Locke.