A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 22/09/2022

Durante a transição entre a idade média e o renascimento, na cidade de Florença, surgiu uma família de banqueiros, os Médici, que através dos juros recebidos adiquiriram poder o suficiente para controlarem a importante região. Similarmente, na contemporainedade, o sistema bancário se aproveita da ingenuidade financeira da população brasileira para crescer cada vez mais. Assim, o fetichismo da mercadoria, associado com a faltante educação do Brasil submete os cidadãos à esta situação de vulnerabilidade perante as instituições financeiras.

A priori, é importante ressaltar que o fetichismo da mercadoria contribui para o descontrole financeiro da população brasileira. O conceito cunhado pelo sociólogo Karl Marx refere-se ao valor social de um objeto, que passa a ser capaz de atribuir “status” ao seu dono. Por tanto, a compra passa a ter outro objetivo além de suprir uma necessidade, ela traz validação na sociedade. Consequentemente, os brasileiros tendem a consumir mais, extrapolando seu poder de compra e criando dívidas.

A posteriori, o fenômeno supracitado é potencializado pela educação finenceira insuficiente ou inesistente. Para o filósofo Immanuel Kant, “o homem é o que a educação faz dele”, no Brasil o sistema educacional faz os seus cidadãos escravos das instituições bancárias. Devido a faltante instrução sobre o assunto a população brasileira está à mercê das informações duvidosas encontradas na internet ou do conhecimento dos pais, que é muito limitado, tendo em vista a dinamização da econômia ocorrida nas últimas décadas. Assim, o Estado é conivente com esta realidade, uma vez que não interfere de maneira eficiente para proteger os brasileiros.

Destarte, é imperativo que o governo federal, por meio do Ministério da Educação, implemente de forma ampla a educação financeira, treinando professores, realizando oficinas e “workshops” e interiorizando as medidas, por exemplo. O objetivo seria difundir o conhecimento sobre as finanças para os estudantes, que se tornariam mais conscientes, capazes de gerir seu dinheiro e se proteger contra o consumismo exarcebado gerado pelo fetichismo da mercadoria. Assim, a população brasileira se emancipará dos abusos dos bancários.