A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 28/09/2022
No ano de 1929, por causa de especulações monetárias, houve a quebra da Bolsa de Valores de Nova Iorque. Nessa conjuntura, haja vista a sua ausência, percebeu-se a importância da educação financeira na vida do cidadão. Tal relevância se deve ao potencial de combater a pobreza; todavia, o ensino precário das escolas impede seu êxito. Logo, é preciso debater esse cenário.
Com efeito, destaca-se o papel do ensinamento financeiro na minimização do subdesenvolvimento. Segundo a Organização para a Cooperação e Desenvolvimen-to Econômico, o índice de pobreza na Noruega, país em primeiro lugar na qualida-de da educação monetária, é de 10%, enquanto no Brasil, cuja colocação é septua-gésimo quarto, é de quase 34%. Em suma, os dados mostram que aprender efeti-vamente a controlar o próprio dinheiro auxilia a diminuir as pessoas em situação de carência, visto que esses indivíduos investem e economizam suas finanças. Como resultado, a população consegue prosperar economicamente.
Contudo, vale ressaltar o ensino falho das escolas. De acordo com o sociólogo Darcy Ribeiro, nos colégios brasileiros, os professores fingem lecionar e os alunos fingem estudar. Isso é alarmante, pois o aprendizado financeiro é prejudicado nes-se processo, de modo a deixar os estudantes despreparados com relação a super-visionar suas economias. Por consequência, esses sujeitos tornam-se suscetíveis a problemas monetários, como endividamentos e gastos excessivos.
Portanto, é necessário solucionar a discussão em pauta. Para isso, a fim de garan-tir uma educação financeira eficiente aos cidadãos brasileiros, cabe aos órgãos go-vernamentais, a exemplo dos Ministérios da Educação e da Economia, melhorarem o ensinamento nos educandários, mediante a contratação de profissionais especia-lizados e dedicados em ensinar sobre finanças, de forma a estimular o combate à pobreza e a consciência econômica. Destarte, contextos tais quais o do ano de 1929 não se repetirão.