A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 28/09/2022

Dinheiro, criticidade e bem-estar

A série “Round 6”, lançada em 2021, traz em seu enredo indivíduos extremamente endividados, dispostos a arriscarem a própria vida para ganhar um prêmio de caráter financeiro. Não tão distante da ficção, a encenação levou o seu público a refletir sobre a importância da educação financeira, visto que esta promove não só o aumento da criticidade, como também o bem-estar social.

Em primeiro plano, é fundamental refletir que a educação é a ferramenta que permite ao indivíduo melhor enxergar a si e ao mundo que o cerca, sendo essencial para construção do senso-crítico, o que o permite optar por decisões mais seguras. Nesse sentido, tratando-se de educação financeira no âmbito escolar, é válido o argumento do pedagogo Paulo Freire, conceituado por ele de “educação libertadora”, ou seja, uma educação que não se restringe apenas ao acúmulo de conceitos, mas detém um caráter utilitário. Dessa forma, em um contexto capitalista, em que, segundo Karl Marx, as relações econômicas se sobrepoem a qualquer outra, é de grande relevância o ensino de finanças nas escolas, uma vez que apura a criticidade daqueles que estão em formação.

Ademais, é necessário romper o ditado popular que “dinheiro não traz felicidade”, visto que, conforme elenca o psicólogo Abraham Moslow na base de sua pirâmide sobre as necessidades humanas encontram-se as necessidade fisiológicas e a sensação de segurança, que não há outra forma de alcança-las se não por meio de aquisições dependiosas de questões financeiras. Por esse viés, a educação financeira atua como promotora do próprio bem-estar individual, e em larga escala, social, pois permite a execução de uma vida financeira mais saudável, assegurando condições básicas para sanar as demais necessidades humanas.

Portanto, considerando as informações supracitadas, é fundamental uma intervenção no sistema educacional que pode ter como agente o próprio Ministério da Educação, atuando por meio de políticas públicas que objetivem efetivar a educação financeira nas escolas, do nível mais básico até a conclusão do ensino médio, sensibilizando e conscientizando pais, alunos e professores por meio de ações integradas, permitindo, gradativamente, uma sociedade mais consciente.