A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 19/10/2022

A “Teologia do Traste”, vista no exemplar de Manoel de Barros, valoriza as causas esquecidas e ignoradas pela sociedade. Fora da obra, ao observar a importância da educação financeira na vida do cidadão, nota-se que esse ideal não é efetivado na prática, o que potencializa a permanência dessa realidade. Nesse viés, a fim de atenuar os males dessa problemática é necessário analisar a negligência estatal e, consequentemente, a carência de políticas públicas.

De início, é fato que a negligência estatal esta atrelada a persistência desse impasse, na medida em que a educação financeira deve ser feita nas escolas, primordialmente, durante o período de desenvolvimento infantil, pois o conhecimento é retido com mais facilidade. Sob esse prisma, conforme o conceito de “Mortificação do eu”, do sociólogo Erving Goffman, é possível entender o que ocorre na sociedade que leva o indíviduo a ter um comportamento alienado. Tal preceito, afirma que, por influência de fatores coercitivos, o indivíduo perde seu comportamento individual e se junta a uma massa coletiva. Desse modo, dentro do contexto do tema em abordagem, evidencia-se que o indivíduo é induzido a estereotipar essa realidade como sendo algo frequente e normal.

Por conseguinte, percebe-se uma carência de políticas públicas, visto que como analisado no parágrafo anterior, a negligência estatal ocorre devido a falta de ações para solucionar esse problema. Nesse sentido, a “Atitude Blasé” -termo proposto pelo sociólogo alemão Georg Simmel, o sujeito passa a agir com indiferença em meio a situações que ele deveria dar importância, pois não percebe que está sendo alienado pelo Estado. Nesse raciocínio, entende-se que ao analisar o determinismo e o tema em quesão, o ser humano inclina-se a tomar essa atitude tornando-se passivo e inerte com o problema.

Depreende-se, portanto, que o imbróglio em destaque necessita ser resolvido. Destarte, O governo federal responsável por políticas nacionais e abrangentes, deve, por meio de subsídios, como, por exemplo financeiros, realizar, obrigatoriamente por lei, a criação de uma disciplina específica que aborde sobre a educação financeira, com o intuito de tirar a alienação do corpo social. Feito isso, felizmente, o “Teologia” de Manoel de Barros, felizmente poderá ser alcançada.