A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 22/10/2022
A constituição federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê em seu artigo sexto, o direito à educação como inerente a todo cidadão brasileiro.
Conquanto, tal prerrogativa não se tem reverbeado com ênfase na prática quando se observa a ausência e a importância da educação financeira na vida do cidadão brasileiro, dificultando, desse modo, a universalização desse direito social tão im-portante. Diante dessa perspectiva, faz-se necessário a análise dos fatores e que fa-vorecem esse quadro.
Em primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais pa-ra resolver essa problemática. Nesse sentido, com a implementação do ensino so-bre financiamento e suas vertentes, a sociedade brasileira e os cidadãos que nela habitam podem ter a possibilidade de aprender sobre o mercado financeiro. Com base nisso, e seguindo as ideias do filósofo contratualista Jonh Locke, essa situação configura-se como uma violação do Contrato Social, já que o estado não cumpre sua função de garantir que todos os cidadãos desfrutem de seus direitos indispen-sáveis.
Ademais, é fundamental apontar a baixa atuação dos setores governamentais co-mo influenciadora dessa situação. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Devido à baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne a criação de mecanismos que coibam tais recorrências,visto que, esse cenário é fruto da negligência governamental, logo que, a disciplina sobre educação financeira nunca foi inserida no ensino brasileiro.
Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso, é imprescindível que o ministério da educação, haja vista que ele é o respon-sável pela a qualidade do ensino nacional, deva inserir a disciplina sobre educação financeira no ensino básico, por intermédio da realidade nacional que necessita de-ssa inserção educacional. Como também, o governo deve investir metade do seu PIB( Produto Interno Bruto) em projetos que visem ensinar a população a investir e organizar o seu dinheiro. Para que, assim, seja possível que todo cidadão desfrute do conhecimento sobre o seu dinheiro e sobre o âmbito financeiro.