A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 26/10/2022
Raimundo Teixeira Mendes, em 1889, adaptou o lema positivista “Ordem e Progresso” não só para a bandeira nacional, mas também para a nação que, hoje, enfrenta diversos estorvos. Entre eles, a precariedade da educação financeira na vida dos cidadãos representa uma antítese à máxima do símbolo pátrio, uma vez que a postura resulta na desordem e no retrocesso do desenvolvimento social. Nota-se, assim, a necessidade de implementar meios que mudem esse panorama, calcado no consumo exacerbado e que tem por consequência o alto índice de transtornos psicológicos.
Em primeiro plano, vale ressaltar a gravidade do assunto. Em 1995, a banda Mamonas Assassinas expressava, através da canção “Chopis Centis”, o desejo do eu-lírico de possuir um crediário. Já em 2003, as políticas públicas implementadas pelo Estado tornaram tal anseio realidade, tendo em vista que houve a ascensão da base da pirâmide social. A ampliação do acesso ao crédito, no entanto, alinhada às premissas capitalistas, culminou no consumismo desmedido que, decerto, aumentou com o passar do tempo. De acordo com o SPC, em 2018, 41% da população fechou o ano com o CPF negativado. Logo, é notório a importância do planejamento financeiro.
Por conseguinte, observa-se que a desorganização financeira contribui com distúrbios psiquiátricos. A quebra da bolsa de Nova York, por exemplo, elevou as taxas de suicídio a medida em que a crise se instaurou. Outrossim, a desordem econômica de 2008 é, também, um fator corroborante dessa tese. Segundo a Associação Brasileira de Estudos e Prevenção do Suicídio, após esse período o índice aumentou em 17%. Sendo assim, é inadmissível que a problemática perdure.
Portanto, medidas são necessárias para combater o impasse. Desse modo, a fim de conscientizar a sociedade, cabe ao Ministério da Educação, enquanto responsável pelo currículo estudantil, promover, por meio da inserção da educação financeira no ciclo básico educacional, aulas dinâmicas que mesclem as finanças ao cotidiano dos alunos. Ademais, o Ministério da Saúde deve disponibilizar atendimento psicológico aos fragilizados. Só assim os brasileiros verão o progresso referido na bandeira como uma realidade.