A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 25/10/2022

No filme “Até que a sorte nos separe”, Tino é um pai de família que vê sua vida e de sua família ser transformada após ganhar na loteria. Porém, após dez anos de ostentando uma vida luxuosa, Tino vai a falência. Fora da ficção, muitas famílias brasileiras também enfrentam dificuldades com o consumismo e a inadimplência, consequências da falta de educação financeira.

Em primeira análise, durante o fim dos anos 1920 e início de 1930 entrou em ascensão nos Estados Unidos, e no mundo, “American Way of Life”, um modelo de vida estimulado pelo governo estadunidense baseado no consumismo e no acúmulo de bens. No entanto, tal fenômeno gerou no país do norte uma grave crise atrelada à superprodução, o que culminou numa grande inflação e no endividamento dos cidadãos. Na atualidade, a cultura consumista ainda é presente, sobretudo em países em desenvolvimento, como é o caso do Brasil. Com isso, nota-se a importância da boa educação financeira, quando se busca a estabilidade monetária, uma vez que se torna mais fácil escapar de gastos que levam à contração de dívidas.

Ademais, o acúmulo de bens e produtos de última geração proporciona a elevação do sujeito a um determinado status social, e para alcançar esse prestígio, muitas pessoas se endividam tentando ostentar um padrão de vida que não conseguem custear. Segundo a Confederação Nacional do Comércio, o número de pessoas inadimplentes em 2022 chega a quase 80%. Esse dado evidencia os impactos da ausência da educação financeira para a população brasileira.

Portanto, medidas são necessárias para solucionar o impasse. O Ministério da Educação deve criar um mecanismo proporcionar o acesso ao ensino monetário. Isso ocorrerá por meio da inclusão da educação financeira na Base Curricular Comum, desde o ensino fundamental 1 até o ensino médio, com linguagem e conteúdo adequada para cada público. Além disso, o MEC também deve disponibilizar cursos de planejamento financeiro gratuitos em polos físicos e virtuais. Essas duas ações serão tomadas com o objetivo de solucionar os problemas de administração monetária dos brasileiros a curto e longo prazo.