A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 03/11/2022

No Filme " Até que a sorte nos separe", conta-se a história de uma família que recebe uma grande herança e retornam às dívidas em detrimento da má gestão das finanças. Fora da ficção, ampliou-se o debate acerca da educação financeira na vida do cidadão brasileiro. Destacam-se, diante disso, a omissão política e o abismo social como paradoxos do saber econômico. Portanto, faz-se vital ratificar o conhecimento e retificar a desvalia atribuída a esse viés.

A princípio, é imperioso destacar que a Constituição Federal em vigor desde 1988 garante que educação é um direito de todos e um dever do Estado, no entanto, a negação dessa norma simboliza o retrocesso de toda conjuntura social. Nesse sentido, a ausência de educação financeira nas instituições públicas e privadas perpetua o desequilíbrio monetário pelas atuais e próximas gerações, uma vez que a adesão de empréstimos é recorrente no país. Segundo Immanuel Kant, filósofo alemão, no campo do conhecimento que se assenta o aperfeiçoamento da humanidade, ou seja, é indubitável que toda sociedade tenha acesso à correta administração das finanças, para que não sejam mais vítimas dos bancos e afins.

Ademais, outro fator que delimita o impasse é a isenção de responsabilidades enraizada na sociedade imediatista, visto que o consumismo é um hábito comum em uma nação endividada. Nesse aspecto, no texto " Exausto, correndo e dopados", a jornalista Eliane Brum pontua que apesar dos indivíduos estarem conectados com o planeta inteiro, permanecem desconectados do saber econômico. Assim, é notório a importância de ampliar as ferramentas de ensino monetário, para libertar a grande massa social da irresponsabilidade.

Perante tudo isso, urge que o governo, juntamente às mídias, crie políticas públicas que busquem requerer a efetivação do conhecimento financeiro. Estas devem ser realizadas por meio de uma parceria público-privada com o Tiktok e Youtube, de modo que tais plataformas divulguem criadores de conteúdos como o Primo rico, como também, financie projetos dentro das escolas para introduzir desde a primeira infância esse saber. Quiçá, será possível vislumbrar uma sociedade mais consciente que no filme “Até que a morte nos separe”.