A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 02/11/2022
“Se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a socie-dade muda”. A declaração realizada pelo educador Paulo Freire, ao ser analisada sob a atual conjuntura nacional, permite refletir sobre como a educação financeira está tendo sua importância menosprezada no Brasil. Nesse prisma, emerge pre-missas relevantes à reflexão, entre elas a inadimplência, bem como a negligência estatal.
Mormente, é legitimo destacar o endividamento como uma consequência do problema. Nessa perspectiva, o SPC evidencia que, em 2018, 41% da população a-dulta brasileira estava endividada. Isso se deve à falta de planejamento financeiro de boa parte da sociedade, pois segundo o Banco Mundial, mais da metade dos brasileiros adultos não sabem conceitos básicos sobre inflação, juros e investimen-tos. Sendo assim, faz-se necessária uma mudança de postura para a transformação desse drástico cenário econômico do povo tupiniquim.
Outrossim, convém analisar a inoperância governamental como um dos agra-vantes da ignorância financeira no país. Desse modo, o sociólogo Bauman oferece o conceito “Instituição Zumbi” para explicar como algumas entidades, dentre elas o Estado, perderam sua função social, mas mantiveram – a todo custo – sua forma. Nesse viés, o poder público brasileiro se enquadra na teoria de Bauman, na medi-da que não há providências que objetivem acabar com a insipiência monetária da nação. Portanto, é inadmissível que, em um país onde se paga uma das maiores taxas de tributos do mundo, o Estado não garanta educação financeira básica a todos.
Portanto, é nítida a necessidade da tomada de medidas que visem a minimiza-ção do presente sombrio. Dessarte, a fim de promover o equilíbrio do corpo social, o Governo Federal, em parceria com o MEC, deve formar uma grade curricular es-colar que atenda a demanda de conhecimento necessária para os estudantes, pois a escola tem o papel de fornecer ao educando meios para progredir no trabalho e contribuir socialmente. Ademais, a divulgação e fomento ao reconhecimento da in-dispensabilidade do ensino formal é primordial para a construção de uma consci-ência coletiva e justa.