A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 09/11/2022
O poeta pós-modernista Manoel de Barros desenvolveu a “teologia de traste” em suas obras, que reside em dar valor às situações frequentemente esquecidas. Seguindo essa lógica, faz-se necessário valorizar também o debate sobre educação financeira, visto que é ignorado, por causa da inação das esferas governamentais e à ociosidade do ensino. Com isso, é fundamental dialogar sobre esse panorama, de modo a ser devidamente atenuado, dado que é importante o cidadão desenvolver consciência de como gerir as suas finanças por toda sua vida.
Diante desse cenário, é preciso atentar em como a ausência de apoio estatal favorece a continuação da desordem na vida da população. Conforme a obra “Vigiar e Punir”, o filósofo Michel Foucault designa um modelo em que o papel do Estado é de inspecionar, corrigir e garantir direitos. Entretanto, é notório que a tese do pensador é rompida, na medida em que faltam políticas públicas de distribuição para as instituições de ensino- devido ao despego por parte dos governantes - uma vez que as escolas necessitam de verbas do governo para adotar disciplina de educação financeira, haja vista que é exigido contratações de professores qualificados para ministrar as aulas. Logo, é imprescindível a reformulação dessa postura estatal de forma urgente, em virtude de sua omissão diante de um contexto tão importante, a qual provoca a persistência de pessoas inadimplentes por escassez de preparo.
Além disso, outro ponto relevante, é como o estudo de finanças nos núcleos escolares impulsiona o do bem-estar coletivo. Segundo o sociólogo Immanuel Kant, o ser humano é aquilo que a educação faz dele. Nessa lógica, uma lacuna educacional é observada na presença de um defeito social, já que as escolas devem conscientizar os alunos a terem responsabilidade no âmbito econômico – como investir e gastar com sabedoria – isso permitiria que os discentes tenham capacidade de lidar com o dinheiro cotidianamente. Desse modo, é possível enxergar a exigência de aprimorar o direcionamento escolar para cientificar todas as camadas sociais a terem responsabilidade financeira.