A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 06/11/2022

Segundo o orador Pr. Antônio Vieira, “a boa educação é moeda de ouro. Em toda parte tem valor.” Tal ideia, no entanto, encontra barreiras para ser efetivado, sobretudo no Brasil, em que a falta de importância da educação financeira na vida do cidadão configura um desafio a ser solucionado. Faz-se fulcral, dessa forma, analisar a negligência governamental e a omissão midiática como principais responsáveis pelo viés.

Nesse cenário, é preciso expor de que modo a máquina pública opera no revés. Acerca disso, o filósofo John Locke elaborou a teoria de Contrato Social, a partir do qual propôs que os humanos cedem sua confiança ao Estado, que, por outro lado, deve garantir os direitos básicos a eles. No entanto, no país, esse contrato é diariamente quebrado à medida que as autoridades não ofertam propostas significativas que, potencialmente, objetivem promover a educação financeira como base curricular educacional nas escolas, já que muitos jovens chegam na vida adulta sem conhecimentos sobre como organizar seus próprios gastos e investimentos. Sob essa ótica, embora a Constituição Federal garanta o direito à educação, o segmento estatal inoperante não cumpre seu papel, viabilizando a marginalização dessas pessoas perante o mercado financeiro.

Além disso, a displicência da mídia também agrava o impasse. A esse respeito, de acordo com o escritor Peter Drucke, “o saber e a informação são recursos estratégicos para o desenvolvimento de uma sociedade”. Por esse ângulo, a rede publicitária atua como um veículo de ciência, entretanto, considerável parcela da população não possui o entendimento sobre a importância do conhecimento de suas finanças, uma vez que no ano de 2018 a taxa de inadiplência alcançou mais de 62 milhões de brasileiros. Logo, a desinformação social deve ser combatida.

É urgente, portanto, que providências sejam tomadas para valorizar a educação financeira na sociedade. Nesse sentido, as escolas - responsáveis pela transformação social - devem contestar a ausência da disciplina educação financeira na matriz curricular do ensino fundamental e médio, por meio de projetos pedagógicos, como aulas e oficinas capazes de estimular o saber matemático, a fim de garantir uma nação econômica e segura dos seus custos.