A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 11/11/2022
De acordo com Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH), promulgada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1948, todos os indivíduos têm o direito à educação e ao bem-estar social. Entretanto, o cenário visto em relação à educação financeira na vida do cidadão ainda impede que eles desfrutem de seus direitos na prática, devido não só ao déficit educacional, mas também a ineficiência do Estado.
Em primeiro plano, evidencia-se que a falta de educação é fator determinante para permanência da problemática, haja vista o baixo nível de conhecimento financeiro que o cidadão brasileiro possuí. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), somente 12% das instituições de ensino do país possuem, em sua base curricular, disciplinas que ensinem seus alunos sobre a importância da vida financeira e suas consequências quando negligenciada. Diante de tal contexto, é inadmissível que, em pleno século XXI, ainda ocorra a omissão de disciplinas importantes para o desenvolvimento do jovem perante a sociedade.
Além disso, a ineficiência do estado também é agravante do problema, visto que o precário sistema financeiro que possuí, seria irracional acreditar que seus cidadãos apresentassem certo interesse pelo mundo dos investimentos. De acordo com o economista Thiago Nigro, a baixa adesão da população referente ao mundo financeiro se deve pelo simples fato de o estado não conseguir gerir seu próprio dinheiro e, consequentemente, gerar uma inflação a seus cidadãos, o que acaba desmotivando-os. Nesse sentido, é notório perceber que medidas são necessárias para resolução desse quadro.
Fica evidente, portanto, que ainda há empecilhos que impedem a construção de um mundo melhor. Desse modo, urge que o governo, em parceria com o Ministério da Educação, financie e desenvolva palestras nas escolas, por meio de economistas e administradores, com objetivo de ensinar os jovens sobre a importância de gerenciar melhor suas financias e prepara-los para a vida adulta. Além disso, cabe ao Estado, proporcionar bolsas para cursos financeiros, com objetivo de aumentar o interesse da população na educação financeira. Dessa forma, o Brasil poderá superar a problemática e garantir na prática a DUDH.