A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 28/04/2023

Em um país em que a educação financeira básica nas escolas é inexistente ou precária, as mídias sociais são o principal meio para se aprender como administrar o dinheiro. Nesse contexto, influenciadores como o “Favelado Investidor” ou o “Primo Rico” trazem, com linguagem acessível, dicas de como lidar com finanças, positivamente, desempenhando o papel que o Estado deveria cumprir de educar.

Com efeito, durante a Idade Média, antes da formação do Estado moderno, a Igreja Católica era a instituição que oferecia saúde e apoio aos pobres na ausência de um governo central. Da mesma forma na Era Contemporânea, quando o Estado se ausenta, outros meios ocupam a função que era para ser o seu dever, no âmbito da educação financeira, por exemplo, Murilo Duarte, também conhecido como “Favelado Investidor”, ensina como diminuir os gastos com uma temática casual voltada à população menos favorecida. Conclui-se que, apesar do Estado ausente, a internet promove a educação financeira de forma positiva, auxiliando partes da população que o governo do Brasil não alcança.

Por outro lado, no Brasil, de acordo com reportagens do G1 nos últimos anos, possui maior parte das famílias endividadas e a maioria da população sem saber a diferença entre débito e crédito. Com isso em vista, no âmbito estadual, o deputado Guto Zacarias(UB-SP) propôs trazer a educação financeira como parte do currículo escolar democratizando o conhecimento logo na base estudantil. Isso poderia conscientizar os brasileiros e aumentar suas habilidades para lidar com as finanças, mesmo que fosse apenas o básico, caso aplicado em nível federal.

Em suma, é essencial que o Ministério da Educação, em seu dever para com a educação não só acadêmica, como da vida prática também, insira políticas como a de Guto Zacarias nas escolas. Isso pode ser feito, nesse sentido, a partir de uma linguagem lúdica inspirada nos influenciadores digitais que também podem ajudar comparecendo nas escolas e, dessa forma, incentivando o interesse pela educação finaceira. Nesse ínterim, as mídias sociais e as escolas trabalharão unidas para a formação de cidadãos prontos para lidar com os problemas financeiros diários.