A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 15/07/2023

A constituição de 1988, conjunto de normas que regem o funcionamento do Brasil, garante, conforme o artigo 6, o direito à educação. Esse princípio, no entanto, não é colocado em prática, uma vez que, apesar de sua enorme importância, a educação financeira na vida do cidadão é ignorado no Brasil. É crucial, por fim, entender como o silenciamento do problema e a negligência estatal tonificam esse impasse.

Em primeiro lugar, é imprescindível ressaltar que a omissão do problema fortalece o empecilho. Segundo Djamila Ribeiro, deve-se retirar um problema da invisibilidade para que soluções sejam propostas. Porém, há um silêncio instaurado na questão da importância da educação financeira, visto que pouco se fala no assunto nas escolas e na mídia de massa, o que pode levar, em grande escala, a uma crise econômica, agravando os índices de pobreza e endividamento maduro na adolescência, com consequências sérias, como o baixo poder aquisitivo e o nome sujo. Assim, é urgente tirar o tema da invisibilidade.

Além disso, é impreterível destacar a displicência estatal e a sua influência na questão. Diante disso, de acordo com o insigne filósofo francês Thomas Hobbes, o Estado é incumbido de assegurar o progresso coletivo, esse raciocínio Hobbesiano, porém, é secundarizado, dado que o Estado mostrasse negligênte em relação a possíveis soluções , no Brasil, sendo uma delas, a criação de palestras nas escolas, a fim de que conscientize os professores a orientar o aluno sobre a importância da educação financeira, com o objetivo de que o aluno possa ser um futuro cidadão consciente e sábio em suas escolhas financeiras.

Portanto, é primordial descontrair as bases do contratempo. Para tanto, o Ministério da Educação(MEC) - órgão responsável pelo avanço do ensino brasileiro -, implementar nas escolas um módulo, na disciplina de matemática, chamado “investimento em pequenos hábitos”, que vai ter como objetivo principal falar sobre a importância da administração do capital no cotidiano, visando a garantia de um futuro promissor aos estudantes. Feito isso, atenuar-se-ão as origens desse obstáculo e ter-se-á uma sociedade permeada pela efetivação da premissa constitucional relativa a educação.