A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 26/09/2023
A série televisiva “Round 6” retrata a dimensão do impacto da inadimplência na qualidade de vida do indivíduo. Fora da ficção, grande parte da sociedade brasileira também é afetada pelas dívidas, que representam muitas dificuldades para os cidadãos. Nesse sentido, a educação financeira é uma alternativa para resgatar a harmonia social da maioria do contingente populacional. Contudo, tal proposta ainda é inviabilizada tanto pela base educacional lacunar quanto pela má influência midiática.
Sob tal ótica, a falhabilidade do modelo de ensino torna-se um complexo dificultador para a criação do equilíbrio nas finanças. De acordo com Sêneca, a formação influi em todos os aspectos do desenvolvimento humano. Nesse viés, nota-se que a ausência de informação nas escolas sobre os métodos de poupança e de investimentos contribui para a geração de inadimplentes, pois essa falta de instrução incapacita os indivíduos para aumentar sua renda. Dessa forma, esse déficit informacional deixa o corpo social suscetível ao endividamento, já que, muitas vezes, apenas o salário oriundo do trabalho não é compatível com o valor dos gastos. Dessarte, urgem medidas para reverter esse quadro.
Além disso, a mídia também é um óbice para que a educação financeira seja efetiva no contexto comunitário. Segundo Pierre Bourdieu, o que foi criado para ser um instrumento democrático não pode ser convertido em um mecanismo de opressão. Contudo, ao vincular os produtos ao status social, o meio midiático promove o consumismo em detrimento da aceitação pela comunidade. Desse modo, essa representação estimula a compulsão pela aquisição de mercadorias desnecessárias, o que eleva os gastos e as dívidas e dificulta a economia. Logo, ações são importantes para dissolver a veiculação desse modo comportamental.
Portanto, são necessárias políticas para implementar a educação financeira. Para isso, cabe ao Ministério da Educação, órgão responsável pelo ensino do país, institituir essa temática nas escolas, por meio de palestras, com o fito de estimular o poder de compra individual e de garantir maior consciência sobre a organização econômica. Assim, tal atitude livrará os cidadãos das dívidas e distanciará o país da realidade socioeconômica retratada em “Round 6”.