A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 13/10/2023
Segundo o filósofo Thomas Hobbes, é dever do Estado garantir o bem-estar da população. Contudo, nota-se que o corpo social ainda não atribui a devida importância à educação financeira, e isso é uma realidade que precisa ser revisada.
Por isso, é importante investigar os impactos dessa omissão ao abordar problemas como a deficiência escolar no que tange o assunto e as poucas ações tomadas para assistir aqueles que encontram dificuldades de administrar suas vidas financeiras.
Nesse contexto, é necessário observar que ter consciência financeira é um tema pouco discutido no cenário educacional. Acerca disso, de acordo com a professora doutora em educação, Vera Maria Candau, o sistema de ensino está preso aos moldes do século XIX e não se atenta às inquietudes hodiernas. De maneira análoga à ideia da intelectual, muitas escolas focam no desempenho acadêmico e deixam em segundo plano aspectos da formação cidadã, como a administração responsável do dinheiro no dia a dia ou a longo prazo. Logo, essa negligência dos educandários colabora para que o assunto continue sem visibilidade e os estudantes não tenham o conhecimento necessário para lidar com o mercado.
Também, como consequência dessa alienação, percebe-se que muitos brasileiros não recebem o devido suporte para lidar com suas finanças - principalmente aqueles que não tiveram a oportunidade de cursar o ensino básico. Conforme o filósofo Heráclito de Éfeso, nada é permanente, exceto a mudança, ou seja, a sociedade está propensa às mutações. No entanto, se o Estado não agir, muitos cidadãos que encontram-se atualmente endividados, continuarão sem saber quais medidas eles podem tomar para reverter esse quadro e limpar os seus nomes.
Portanto, é indubitável que a falta da educação financeira configura-se como um impasse que precisa ser resolvido. Logo, cabe ao Ministério da Educação - órgão responsável pelo ensino no Brasil - incluir na grade escolar aulas e palestras que tornem evidentes a importância da administração econômica do dinheiro na vida das pessoas, por meio do investimento e incentivo governamental, com o fim de promover avanços positivos que atuarão de forma a conscientizá-las. Dessa forma, a realidade aproximar-se-á do Estado idealizado por Thomas Hobbes.