A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 06/07/2024
A Constituição Federal de 1988, norma de maior hierarquia jurídica do Brasil, garante a todos o direito à educação. Todavia, os cidadãos brasileiros não vivenciam esse direito, na prática, devido ao tratamento irrelevante dado à educação financeira no sistema educacional. Assim, a solução para o problema requer o combate ao descaso estatal e à lacuna educacional.
Sob esse viés, a omissão estatal perpétua o óbice. Nesse sentido, o escritor Gilberto Dimenstein, em sua obra “Cidadão de Papel”, faz críticas aos direitos legislativos, que se fazem presentes apenas no plano teórico. Nesse contexto, a visão apresentada pelo autor é evidenciada no país, pois os direitos a educação não estão sendo garantidos com totalidade à população, tendo em vista a ausência de ensinos monetários nas escolas, logo, tal falha governamental resulta em uma sociedade desamparada e carente de conhecimento sobre o tema. Desse modo, enquanto a negligência administrativa for regra, a responsabilidade será ínfima.
Ademais, vale ressaltar a lacuna de aprendizagem como fomentadora do problema. Nessa ótica, o filósofo Nelson Mandela argumenta que" A educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo." Contudo, a tese denunciada por Mandela, não é aplicada na realidade brasileira, pois os constantes casos de desigualdade escolar e a falta de restruturação da grande curricular, afeta o desenvolvimento dos indivíduos, consequentemente, tal cenário abala as esferas sociais e perpetua a indiferença pedagógica. Portanto, é notória a mudança desse quadro.
Em síntese, medidas são necessárias para a resolução desse grave problema social. Para isso, cabe ao Governo Federal - órgão de maior instância governamental - assegurar aos cidadãos uma reformulação didática nas instituições escolares para ampliar o ensino financeiro. Isso ocorrerá por intermédio de políticas públicas, campanhas e leis que visam distribuir essa metodologia. Essas iniciativas terão como finalidade mobilizar os institutos formativos e a máquina pública para uma maior conscientização acerca da temática e sua importância no corpo social. Por conseguinte, os princípios constitucionais estocados na Carta Magna poderão ser desfrutados no Brasil.