A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 14/05/2024
Após a revolução do real, acreditou-se que houve um desenvolvimento mútuo, no que diz respeito a economia do país e ao conhecimento da população sobre finanças. No entanto, os dados atuais relevam o oposto, de acordo com uma pesquisa realizada pelo Banco Central do Brasil em 2023 somente 14% dos entrevistados detinham conhecimentos sob juros simples, nesse sentido, a não inclusão da eduação financeira se deve a diversos fatores, dentre eles, o sistema atual de ensino e a precariedade de políticas educacionais atuais.
Em primeiro plano, vale destacar a lacuna presente no sistema brasileiro de ensino, que contribui para a manutenção do problema. Segundo o filósofo Mario Sergio Cortella, o animal satisfeito dorme, ou seja, uma vez que o feito foi realizado, o indivíduo se acomoda, não se reinventa, apenas reproduz. De mesmo modo, a observação do autor acerca do indíviduo se aplica ao conjunto de pessoas, que juntos formam a educação no país, onde a sistema educacional atual é do século dezenove, os educadores sobretudo do século vinte e um e os alunos do século vinte e um, o comodismo e a não percepção de que algumas coisas devem ser mantidas e a maioria modificadas, traduz o não enfoque da educação financeira em sala de aula, tema de alta relevância para o desenvolvimento do cidadão.
Em segundo plano, é válido mencionar a omissão do governo sob a resolução da problemática. De acordo com o escritor e empresário Pablo Marçal o desenvolvimento da sociedade é o reflexo do desenvolvimento do indíviduo e sua capacidade de contribuição nos âmbitos, econômico, social e cultural. Em oposiçãoa visão do empresário, o governo ao longo das últimas décadas tem negligenciado alguns pontos na educação voltada ao indivíduo, entre eles a educação financeira, emocional, empreendedorismo, etc.
Portanto, diante do exposto, é imprescindível que o governo federal, estados e municípios se mobilizem para a resolução do problema. Por conseguinte é necessário que a base de ensino seja reformulada, isto é, passe a incluir disciplinas que promovam a integração do indíviduo na sociedades, tais como, educação financeira, empreendedorismo, controle psicológico, tal ação, deve ser acompanhada pelo MEC, de modo a garantir sua eficácia.