A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 08/07/2024
A Constituição Federal de 1988 - norma de maior hierarquia jurídica do Brasil - garante a todos o direito à educação. Todavia, a realidade dos cidadãos brasileiros revela uma discordância com as diretrizes legais, especialmente devido à omissão em relação à educação financeira no sistema educacional. Assim, a solução para o problema requer o combate ao descaso estatal e à lacuna educacional.
Sob esse viés, a negligência estatal perpétua o óbice. Nesse sentido, o escritor Gilberto Dimenstein, em sua obra “Cidadão de Papel”, faz críticas aos direitos legislativos, que se fazem presentes apenas no plano teórico. Nesse contexto, a visão apresentada pelo autor é evidenciada no país, pois os direitos à educação não estão sendo garantidos com totalidade à população, tendo em vista a ausência de ensinos monetários nas escolas, logo, tal falha governamental resulta em uma sociedade desamparada e carente de conhecimento sobre o tema. Desse modo, enquanto a negligência administrativa for regra, a responsabilidade será ínfima.
Ademais, vale ressaltar a lacuna de aprendizagem como fomentadora do problema. Nessa ótica, o filósofo Nelson Mandela argumenta que: “A educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo.” Contudo, a tese denunciada por Mandela não é aplicada na realidade brasileira, pois os constantes casos de desigualdade escolar e a falta de reestruturação da grande curricular afetam o desenvolvimento dos indivíduos, que por sua vez perdura um cenário de indiferença pedagógica e prejudicar o progresso econômico da nação em virtude dessa má aprendizagem. Portanto, é crucial a mudança desse quadro.
Em síntese, medidas são necessárias para a resolução desse grave problema social. Para isso, cabe ao Governo Federal - órgão de maior instância estatal - assegurar aos cidadãos uma reformulação didática nas instituições escolares para ampliar o ensino financeiro. Isso ocorrerá por intermédio de políticas públicas, campanhas e leis que visam distribuir essa metodologia. Essas iniciativas terão como finalidade mobilizar os institutos formativos e a máquina pública para uma maior conscientização acerca da temática e sua importância no corpo social. Por conseguinte, os princípios constitucionais estocados na Carta Magna poderão ser desfrutados no Brasil.