A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 08/07/2024
A Constituição Federal de 1988 - norma de maior hierarquia jurídica do Brasil - garante a todos o direito à educação. Todavia, ao se interpretar a conjuntura atual, verifica-se uma realidade distinta do princípio constitucional, pois o governo é negligente com a educação financeira. Tal comportamento é causado pelo descaso estatal e à lacuna educacional.
Sob esse viés, a negligência estatal perpetua o óbice. Nesse sentido, o escritor Gilberto Dimenstein, em sua obra “Cidadão de Papel”, critica os direitos legislativos que permanecem apenas na teoria. Nessa ótica, a tese Dimenstein se evidencia no país, pois os direitos à educação financeira, garantidos na Carta Magna - documento de maior poder nacional - não são assegurados na prática devido à falta de uma grade curricular relacionado ao ensino monetário, transformando os indivíduos que vivenciam essa negligência em papel. Desse modo, enquanto o descaso administrativo for regra, a aprendizagem será ínfima.
Ademais, vale ressaltar a lacuna de conhecimento como fomentadora do problema. Nesse contexto, o filósofo Immanuel Kant argumenta que: ‘O homem não é nada além daquilo que a educação faz dele’. Entretanto, a hipótese postulada por Kant é contrária à realidade brasileira, haja vista a carência de investimento nas escolas e a má preparação dos professores acerca do tema. Logo, essas falhas pedagógicas contribuem para a incapacitação no gerenciamento da vida financeira e perpetuam a desigualdade social. Desse modo, a população possui cidadãos indefinidos como supracitado por Kant.
Em síntese, medidas são necessárias para a resolução desse grave quadro social. Para isso, cabe ao Estado - órgão de maior instância estatal - assegurar aos cidadãos uma reformulação didática nas instituições escolares e uma melhor preparação dos profissionais pedagógicos para ampliar o ensino financeiro. Isso ocorrerá por intermédio de políticas públicas, campanhas e leis que visem distribuir essa metodologia na nação. Tais iniciativas têm como finalidade mobilizar os institutos formativos e a máquina pública para uma maior conscientização acerca da temática e sua importância no corpo social. Por conseguinte, os princípios constitucionais estabelecidos na Carta Magna poderão ser desfrutados no Brasil.