A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 09/07/2024
A Constituição Federal de 1988 - norma de maior hierarquia jurídica do Brasil - garante a todos o direito à educação. Todavia, ao se interpretar a conjuntura atual, verifica-se uma realidade distinta do princípio constitucional, pois o governo é negligente com a educação financeira e sua importância na vida dos cidadãos. Tal comportamento é causado pelo descaso estatal e pela lacuna educacional.
Sob esse viés, a negligência estatal perpétua o óbice. Nesse sentido, o escritor Gilberto Dimenstein, em sua obra “Cidadão de Papel”, critica os direitos legislativos que permanecem apenas na teoria. Nessa ótica, a tese Dimenstein se evidencia no país, pois os direitos à educação financeira, garantidos na Carta Magna - documento de maior poder nacional - não são assegurados na prática devido à falta de uma grade curricular relacionada ao ensino monetário, transformando os indivíduos que vivenciam essa negligência em papel. Desse modo, enquanto o descaso administrativo for regra, a aprendizagem será ínfima.
Ademais, vale ressaltar a lacuna de conhecimento como fomentadora do problema. Nesse contexto, o educador brasileiro Paulo Freire postula que: “Ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua própria produção ou a sua construção.” Entretanto, o argumento supracitado por Freire não é verificado na realidade, visto que a má preparação dos professores acerca do tema faz com que eles sejam incapazes de abordá-lo com eficiência nas escolas. Isso gera uma população esfacelada financeiramente, causando endividamentos e perpetuando a desigualdade social nos lares da nação verde-amarela.
Em síntese, medidas são necessárias para a resolução desse grave quadro social. Para isso, cabe ao Estado - órgão de maior instância estatal - assegurar aos cidadãos uma reformulação didática nas instituições escolares e uma melhor preparação dos profissionais pedagógicos, para ampliar o ensino financeiro. Isso ocorrerá por intermédio de políticas públicas, campanhas e leis que visem distribuir essa metodologia na nação. Tais iniciativas têm como finalidade mobilizar os institutos formativos e a máquina pública, para uma maior conscientização acerca da temática e sua importância no corpo social. Assim, as leis constitucionais delineadas na Carta Magna poderão ser desfrutadas no Brasil.