A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 14/07/2024
Na obra “Utopia”, do escritor Thomas More, é retratada uma civilização perfeita, isenta de falhas e livre de conflitos. Todavia, fora da ficção, a realidade contemporânea está distante desse ideal supracitado, haja vista a falta de educação financeira nas escolas do Brasil. Por certo, a negligência governamental e a inviabilidade social são fatores que favorecem esse quadro.
Sob esse viés, vale ressaltar de que maneira a negligência do Estado fomenta o problema. A partir disso, o sociólogo polonês Zygmunt Bauman utiliza o termo “Instituição Zumbi” para simbolizar as entidades que não cumprem seu papel previamente estabelecido. Seguindo o raciocínio, é possível compreender o Estado como um exemplo da ideia postulada por Bauman, tendo em vista que a sua função de garantir a educação monetária a todos não está sendo cumprida em sua totalidade, pois muitos cidadãos ainda se encontram em situações de endividamento e precariedade financeira. Por isso, a conduta governamental necessita ser reformulada para assegurar os direitos dessas pessoas.
Ademais, é crucial que a escassez de debates acerca da importância do ensino fiscal seja superada. A esse respeito, a ilustre filósofa Djamila Ribeiro defende que, para atuar em uma situação, deve-se, antes de tudo, tirá-la da invisibilidade. Entretanto, o panorama nacional destoa do pensamento da autora, já que o alto índice de “analfabetismo financeiro” vivenciando por parte da população não é enxergado pelo círculo social, tendo em vista a falta de discussão na sociedade e escolas acerca da precarização do estudo e suas consequências para a economia do Brasil. Desse modo, enquanto a falta de diálogo for regra, a inviabilidade será suprema.
Infere-se, portanto, a necessidade de combater essa problemática no Brasil. Logo, cabe ao governo, como Ministério do Trabalho, desenvolver leis mais rígidas e projetos sociais, por meio de petições e da criação da campanha “Aprendizagem monetária acima de tudo”, a fim de vencer os impasses enfrentados pelos indivíduos mobilizando as mídias para que, assim, esse ensino passe a ser enxergado e não sofra mais com a invisibilidade e negligência. Por conseguinte, uma sociedade mais próxima da que é citada em “Utopia” será consolidada.