A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 15/07/2024

Em sua obra “Cidadão de Papel”, Gilberto Dimenstein – expoente escritor brasileiro – disserta acerca dos direitos legislativos que permanecem apenas no papel teórico. Nesse sentido, a conjuntura dessa máxima configura-se no Brasil contemporâneo, haja vista que o direito à educação financeira é pouco priorizado e negligenciado no país. Esse lamentável panorama nacional é calcado no descaso estatal e na ineficiência das instituições escolares.

Diante desse cenário, é lícito postular a omissão governamental como mantenedora do problema. Nessa lógica, segundo o Contrato Social - postulado pelo filósofo Thomas Hobbes - cabe ao Estado - como a maior entidade administrativa da nação - garantir o bem-estar coletivo. Todavia, a realidade brasileira refuta esse contrato supracitado por Hobbes, que é evidenciando pela indiferença estatal em relação ao currículo escolar, onde há uma falta de investimento adequado e inclusão obrigatória desse ensino nas escolas. Com isso, uma parcela excessiva da população é exposta ao mercado econômico de forma precoce, sem saber como gerenciar plenamente sua vida financeira, levando, por exemplo, a um endividamento imoderado.

Ademais, vale ressaltar a incompetência das escolas como “munição” da questão. Sob esse viés, o sociologo Zygmunt Bauman argumentar que uma instituição quando não cumprir com sua função, encontra-se em “Estado Zumbi”.

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