A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 14/08/2024

O livro “Cidadão de Papel”, escrito por Gilberto Dimmestein, evidencia que é dever do Estado garantir o bem-estar social. Todavia, esse conceito é violado na sociedade brasileira, dado que a educação financeira, um importante meio de promover a dignidade na vida dos cidadãos, não é devidamente ensinada no país. Logo, pode-se afirmar que a negligência estatal e a base educacional lacunar são os principais responsáveis por esse quadro.

Nesse viés, é válido destacar a íntima relação da inoperância governamental com esse revés. Diante disso, conforme o educador Paulo Freire, ninguém busca pelo que não conhece ou entende. Por essa lógica, ao se omitir da responsabilidade com a falta de campanhas frequentes sobre a saúde financeira, o poder público contribui para a continuidade dessa lacuna no conhecimento dos indivíduos, visto que poucos compreendem a necessidade de buscar o equilíbrio nas finanças. Consequentemente, problemas relacionados à má administração financeira, como o endividamento, torna-se frequente no país.

Ademais, é preciso frisar a educação deficitária como um seríssimo agravante. Acerca disso, segundo Djamila Ribeiro, ilustre pensadora brasileira, para solucionar uma problemática, é necessário torná-la visível. Nessa óptica, as redes de ensino básico e médio falham em democratizar a informação para combater embaraços, em virtude de não haver matérias destinadas à estabilidade monetária. Dessa forma, os jovens se transformam em adultos financeiramente irresponsáveis, uma vez que durante toda a formação escolar não houve a devida visibilidade à educação financeira.

Portanto, cabe ao governo federal, em destaque o Ministério da Educação, trabalhar na melhora dessa questão. Isso ocorrerá, por intermédio de campanhas educacionais focadas no público geral, além da implementação da educação financeira em todas as escolas do Brasil, essas medidas serão elaboradas por profissionais da área econômica e irão ressaltar a importância de aprender a lidar com o dinheiro, para que, enfim, o Estado cumpra sua função e estabeleça o bem-estar social, assim como citado por Gilberto Dimmestein.