A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 07/09/2024

Em 1929, os Estados Unidos da América viveram uma das mais graves crises eco-nômicas: A Grande Depressão, que obrigou os norte-americanos a adquirem cons-ciência no manejo financeira. Entretanto, o Brasil ainda está longe de construir a educação financeira obtida pela Quebra da Bolsa, seja pela extrema pobreza que assola o país, seja pela defasagem do sistema educacional.

À vista desse problema, a formação nacional brasileira foi profundamente influ-enciada pelo modelo colonial de exploração implantado no século XVI, que consoli-dou o cenário de desigualdade social e miséria. Nesse contexto, a extração de ri-queza e a concentração de poder em elites deixou a maior parte da população à margem do desenvolvimento. Por conseguinte, o cidadão brasileiro, acostumado à escassez de recursos, não desenvolveu uma cultura de planejamento financeiro adequada. De acordo com os dados do Serviço de Proteção ao Crédito, quase 50% da população brasileira não controla o seu orçamento financeiro. Ora, se a socie- dade relega a educação orçamentária, entende-se, assim, o porquê do revés.

Outrossim, a ausência de políticas educacionais que legitimem a gestão finance- ira agrava a vulnerabilidade econômica. Isso ocorre porque o sistema educacional negligencia o papel fundamental da educação financeira como catalisador da mo- blidade social. Sob essa perspectiva, ela é indispensável porque, ao aprender co-mo tomar decisões conscientes e eficazes sobre como gerir seus recursos, o cida-dão evita o endividamento e pode, por exemplo, construir uma reserva financeira capaz de servir de investimento para uma capacitação profissional, objetivando ascender na pirâmide. Conforme o sociólogo Max Weber, a racionalização econô-mica influencia positivamente a posição de uma pessoa na estrutura social.

Considerando a importância da educação financeira, é imperativo que medidas sejam tomadas. Logo, O governo, como responsável pelo bem-estar social, deve estabelecer um programa estratégico nacional de gestão financeira, alocando 3% do Produto Interno Bruto para essa iniciativa. Esse programa deve incluir a promo- ção de workshops e seminários mensais abertos à população, abrangendo diferen-tes regiões. A fim de expandir conhecimentos financeiros essenciais. Assim, a so- ciedade brasileira estará mais preparada para evitar crises semelhantes à de 1929.