A importância da educação prisional no Brasil
Enviada em 03/05/2022
A população carcerária vem crescendo cada vez mais, dados apontam que no ano de 2017 a média de presos no país era de 726 mil pessoas. Sobretudo, a situação privativa muitas vezes tem relação direta com o fato de muitos dos detentos não terem tido oportunidade de acesso a atuação educativa em seu desenvolvimento enquanto se encontrava em liberdade. Diante dessa situação, surge novos desafios para garantir um processo de ressocialização gradual e eficaz, afinal entre o preso e a pena só tem a grade.
Porém, apesar de detido, a lei ainda deve garantir educação e saúde dentro das penitenciárias. Mas ao analisar a situação interna dessas unidades, encontra-se um cenário preocupante na educação prisional, ligados tanto pelo contexto que os detentos vivem, como celas e pátios lotados, que dificultam o entendimento da leitura, quanto também pela condição de alfabetização do indivíduo.
Além desses desestímulo, existem grandes desafios no campo da justiça quando se avança para o ensino superior, o que também leva muitos a desistência. Isso acontece pois a justiça enxerga essa saída como uma oportunidade de evasão. Dessa forma, o processo de ressocialização torna-se cada vez mais lento e ineficaz.
Afinal, sem esse ato educacional desde da base, não é possível que o preso entenda a importância da sua atuação como cidadão.
Para que a que o ensino prisional seja eficiente, é necessário que ações que prezam por essa causa e foram vetadas no ano de 2017 pelo Ministério da Justiça, voltem de forma intensa, como a obrigatoriedade de pensar em espaços didáticos adequados em todas as unidades de penitenciárias, assim fornecendo melhores condições de estudo, é necessário também inserir um processo seletivo de profissionais mais específicos, que sejam capaz de entender e lidar com a complexidade do “estar preso”, para que cada vez mais ocorra transformações e inclusões saudáveis do indivíduo para a sociedade.