A importância da educação prisional no Brasil
Enviada em 23/04/2022
A educação prisional é uma árdua tarefa que visa a inclusão social de pessoas marginalizadas. Ainda é muito rara a discussão sobre sua importância para o Brasil. Dados apontam que menos de 13% dos presidiários têm acesso à educação escolar, apesar do direito à ela estar previsto na Lei de Execução Penal (Infopen, 2017). Embora sua aderência seja baixa, a educação nos centros penitenciários gera ótimos resultados, como a revelação de dotes artísticos e a reinserção dos detentos no mercado de trabalho.
A priori, é válido ressaltar que os detentos precisam ter a oportuidade de demonstrar valores que encontram-se obscurecidos pelo estigma do crime. Há muitos casos de presos que redescobriram os seus talentos, como habilidades com esculturas e marcenaria. Com isso, percebe-se que essas artes devem ser incentivadas, pois são uma forma de ocupar o presidiário, distraindo-o e aumentando a sua autoestima.
A posteriori, também é imprescindível destacar que o baixo nível de escolaridade pode ter contribuído para que os prisioneiros cometessem delitos. Devido a ele, menos oportunidades de emprego são disponibilizadas, aumentando as chances de marginalização. Assim sendo, faz-se necessária a ampliação da educação nas penitenciárias para a recolocação dos detidos na sociedade e no mercado de trabalho.
Baseando-se nas informações apresentadas até aqui, observa-se que a intervenção estatal faz-se necessária. Para resolver o problema da falta de acesso à educação escolar no sistema carcerário, o Ministério da Educação poderia direcionar mais recursos às prisões. Além disso, as empresas poderiam aumentar as parcerias com as penitenciárias para que os detentos pudessem aplicar os seus conhecimentos e ganhar experiência de trabalho. Somente assim, será possível amenizar essa problemática.