A importância da educação prisional no Brasil

Enviada em 25/04/2022

Educar, o melhor remédio.

Segundo José Murilo Carvalho, a cidadania é o exercício dos direitos individuais, como também, no Artigo 205 da Constituição Federal, a educação é direito de todos e dever do Estado, onde deverá ser incentivada e promovida pela sociedade. Dessa forma, existem direitos, contudo, não há o exercício dessa capacidade. A educação é um meio de reinserção do indivíduo, como também, de combater o preconceito e a superlotação penitenciária.

Em primeiro lugar, a baixa escolaridade dificulta o ingresso e estabilidade no mercado de trabalho, ademais, o preconceito racial somado às divergências das regiões periféricas, induz uma parcela da população ao crime. A consequência dessa realidade se evidencia com os dados publicados pelo Departamento Penitenciário Nacional (Infopen), no alto número de detentos pretos ou pardos, que ademais, tem baixo nível de escolaridade.

Em seguida, o brasileiro, uma vez que tenha cumprido sua pena, precisa lidar com os preconceitos anteriores, somando-se seu histórico penal, essas dificuldades, levam em grande parte à reincidência do crime. Logo, o reflexo disso é comumente divulgado em telejornais e pela própria Inforpen, a superlotação do sistema carcerário, que, incapaz de trabalhar com as causas, deixa o Brasil como uma das maiores populações carcerárias do mundo.

Portanto, a educação é o meio mais seguro para solucionar esses problemas dos dias atuais. Ela pode ser exercida através de educação técnica, unida à pedagogia de professores qualificados. Isso deve ser trabalhado como um grande investimento por parte do Ministério da Educação, que, somado a CAPES, podem não só solucionar como analisar a efetividade do projeto. Dessa forma, as instituições responsáveis podem tratar as causas que levam ao crime, formando profissionais, que, enfim podem atuar como parte integrante da sociedade.