A importância da educação prisional no Brasil
Enviada em 24/04/2022
Na serie televisa " Como defender um assasíno", o pai de um dos protagonistas foi preso e durante seu aprisionamento, ao invés de incentivo de melhora e acesso a educação, contribuiu para mais delitos dentro da prisão e para que sua vida fosse para sempre determinada pelo seu crime. De maneira analóga a isso, a crítica sobredita se aplica no contexto nacional do debate da importância da educação prisional no Brasil. Nesse prisma, tanto a carência do asseguramento do direito de ensino gratuíto a todos quanto o estigma sobre o detento solificam tal mazela.
Em primeiro plano, é interessante pontuar a carência do asseguramento do direito de ensino gratuíto como uma das princípais causas da questão no país. Isto se deve ao fato de que se essa parcela da população tivesse obtido a educação escolar na idade adequada não teriam sequer adentrado no sistema carcerário. Dessa forma, conforme os dados informados pela Infopen, apenas 30% dos presos concluiram o ensino fundamental e menos de 9% concluiram o ensino médio. Sendo assim, é inadimíssivel permitir a continuidade da marginalização desses individuos, ao deixar que a baixa escolaridade afete suas vidas e paralelamente, leve-os para o sistema prisional do país.
Além disso, a problemática encontra terreno fertíl no estigma sobre o detento. Em virtude disso, o tempo em que estão privados de liberdade e deveria ser utilizado para educação profissionalizante, descobrimento de dotes artísticos ou até aprimoramento de competências basicas não dominadas é mal utilizado pela visão externa de que depois de preso, a recuperação é inviavél. Consoante a isso, sob a pespectiva filosófica de Paulo Freire de que se a educação sozinha não transforma, sem ela tampouco a sociedade muda. Portanto, a educação prisional se mostra de extrema importância para que o estigma sobre o detento não influia como empecilho para dissolução do problema.
Em vista disso, é necessario medidas que venham ampliar a importância da educação prisional no Brasil. Para isso, cabe ao Ministerio da Justiça promover trabalhos manuais, além de acesso a educação, por meio da criação de programas de recuperação, a fim de o detento não volte a cometer delitos. Somente assim, histórias como a de " Como defender um assasino’’ não se repetiram.